Substância tóxica é encontrada em cerveja consumida por pacientes com síndrome misteriosa

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Laudo preliminar da Polícia Civil foi divulgado nesta quinta (9). Investigações continuam para confirmar se há relação do surgimento da doença com a bebida

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encontrou uma substância tóxica na cerveja Belorizontina, em dois lotes produzidos pela marca Backer (L1 13438 e L2 1348). Trata-se do dietilenoglicol, utilizado em serpentinas no processo de refrigeração. O laudo do Instituto de Criminalística foi divulgado nesta quinta-feira (9). As cervejas foram consumidas por pessoas internadas com suspeita de uma síndrome misteriosa, que causa insuficiência renal e alterações neurológicas.

As quatro cervejas foram entregues a PCMG para análise e confirmação. Segundo o superintendente de Polícia Técnico-Científica, Thales Bittencourt, as cervejas foram recolhidas pelos policiais na casa dos pacientes, acompanhados pela vigilância sanitária municipal.

O coordenador do Procon-MG, Amauri Artimos da Matta, faz um alerta aos consumidores. “Deve verificar esse lote e não consumi-lo e se possível disponibilizar esses lotes para investigação. Existe um laudo médico que evidenciou essa substância nessas duas amostras do lote L1 e L2. Não há em hipótese alguma, nenhuma afirmação que a empresa tenha tido intenção ou seja responsável por isso”, relata.

Reposta da Backer

De acordo com a Backer, a substância não faz parte do processo de fabricação da cerveja. Ainda conforma a cervejaria, os lotes identificados serão recolhidos de circulação. “A cervejaria Backer continua à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário até a conclusão das investigações”, informou, por meio de nota.

Leia abaixo o laudo da perícia:

“Informo que nas duas amostras de cerveja encaminhadas pela vigilância sanitária do Município de Belo Horizonte (cerveja pilsen marca ” Belorizontina” lotes L1 1348 e L2 1348) foi identificada a presença da substância dietilenoglicol em exames preliminares. Ressalto que estas garrafas foram recebidas lacradas e acondicionadas em envelopes de segurança da vigilância sanitária municipal n. 0024413 e 0021769, respectivamente”.