Secretaria Estadual de Saúde investiga síndrome misteriosa em MG

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Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morreu em Juiz de Fora, mas passou as festas de fim de ano no bairro Buritis, em Belo Horizonte, onde se concentram outros casos. Foto: Redes Sociais/ Reprodução.

Uma pessoa morreu em Juiz de Fora por causa da doença. Há, ainda, outros sete casos suspeitos

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) investiga uma síndrome misteriosa que causa insuficiência renal e alterações neurológicas, e já causou a morte de uma pessoa. De acordo com nova divulgada pelo órgão no fim desta quarta-feira (8), até 6 de janeiro de 2020, foram notificados sete casos suspeitos, com início de sintomas mais precoce datado de 19 de dezembro de 2019.

São pacientes do sexo masculino, com idade entre 23 e 76 anos, cinco residem em Belo Horizonte, um em Ubá e um em Nova Lima; seis deles internados em hospitais da região metropolitana de Belo Horizonte e um em Juiz de Fora. A média de dias entre o início dos primeiros sintomas e a internação foi de 2,5 dias. Todos com insuficiência renal aguda de rápida evolução (até 72 horas) e alterações neurológicas centrais e periféricas. Exames laboratoriais estão sendo realizados na Fundação Ezequiel Dias (Funed) e ainda não há resultados conclusivos.

Na madrugada desta quinta-feira (9) foi concluída a necropsia no corpo de Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, que era de Ubá, mas estava internado em Juiz de Fora. Os trabalhos foram realizados por médicos-legistas, peritos criminais, investigadores e técnicos da PCMG. A análise dos fragmentos coletados será auxiliada por um médico-legista da USP. O laudo fica pronto em até 30 dias. Há relatos de que Filho passou as festas de fim de ano no bairro Buritis, em Belo Horizonte, onde se concentram outros casos.

A Polícia Civil tem levantado informações para verificar se o fato tem indícios de crime. As investigações estão em andamento, com a realização de entrevistas, comunicação com outras instituições públicas, entre outras providências pertinentes, primando por procedimentos científicos que permitam analisar se existe nexo entre os eventos e/ou vítimas. Até o momento, amostras de bebidas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística e estão sendo examinadas.

Já a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que acompanha e monitora os casos e investiga os aspectos clínicos, epidemiológicos e sanitários que envolvem a ocorrência.

Com informações da SES-MG.