Projeto que regulamenta o Conselho LGBTQIA+ em Betim é alvo de críticas religiosas

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Bandeira do orgulho LGBTQIA+. Foto: Reprodução/ Redes sociais.

Conselho de Pastores Evangélicos alega que projeto “fere os costumes da família tradicional e a liberdade de expressão” 

O Conselho Municipal de Promoção da Cidadania e Diversidade LGBTQIA+ de Betim, tem sido alvo de críticas por parte do Conselho Municipal de Pastores Evangélicos do município (Compeb). Em um ofício liberado pelo presidente do grupo evangélico, eles pedem a rejeição do Projeto de Lei (PL) que regulariza a COMLGBTQIA+.

No documento, os religiosos alegam que o projeto fere os “princípios familiares tradicionais e afronta diametralmente a Constituição Federal, colocando em xeque direitos fundamentais como liberdade de expressão, liberdade religiosa, entre outros”.

Para o coordenador geral da Aliança Nacional LGBTI+, Jefferson Oliver, as afirmações no ofício são de cunho homofóbico. “O PL será para garantir políticas públicas LGBTI, para lutar pelas minorias da cidade, tanto LGBTIs como qualquer outro que pertencer à comunidade.”

E encerrou: “O conselho está aqui para abraçar a todos e vem abrangendo isso na pauta religiosa que se acolhe a todas as religiões, independente de religiões e sexualidade”.

Ele diz que o conselho já existe por meio de um decreto publicado pelo poder executivo deste 2017 e que a regularização do PL é uma garantia da existência da iniciativa, além de servir para a regulamentação de políticas públicas para LGBTIs e para a comunidade em geral.

Com estes acontecimentos, a votação do projeto segue sem data definida. Segundo o coordenador geral, a Aliança Nacional tentou contato com o presidente do Compeb, afim de colocar em pauta qual seria as objeções do projeto, mas não tiveram retorno.

A redação também tentou contato com o presidente do Conselho de Pastores, mas até a publicação desta matéria não obtivemos resposta.