Prédio colapsado em Betim pode ser demolido até sábado (21)

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Prédio tombado em Betim. Foto: Da redação

A construtora deverá arcar com todos custos da demolição

O prédio parcialmente tombado no bairro Ponte Alta, em Betim, desde o fim da noite da última terça-feira (17), no bairro Ponte Alta, em Betim, deve ser demolido até sábado. A informação foi confirmada em nota liberada pela prefeitura de Betim na tarde desta quinta-feira (19). O Executivo Municipal contratou a empresa Emolidora Solum, para realizar o serviço.

De acordo com informações da Procuradoria-Geral do Município, a prefeitura irá cobrar da construtora, Abrahim Hamza Construções Eireli, o ressarcimento dos custos da demolição, uma vez que esta é a responsável pelos danos e pela realização do serviço.

Até o momento a construtora não se posicionou sobre o caso. A Procuradoria-Geral protocolou, ainda nesta tarde, uma ação judicial requerendo tutela antecipada para que a construtora seja obrigada a realizar a demolição do prédio, dentro de 24 horas, e dê amparo às famílias.

Em reunião com a advogada da construtora nesta quarta-feira (18), o procurador, Bruno Cypriano, reforçou ainda que o não cumprimento resultaria em ação judicial pela prefeitura contra o empreendedor, a partir de hoje.

Ao todo, 15 famílias foram evacuadas de suas casas. De acordo com a prefeitura de Betim, os engenheiros da Defesa Civil fizeram a vistoria nas moradias em torno do prédio e apenas uma das casas vizinhas foi atingida por tijolos e entulhos que se desprenderam do prédio na hora do tombamento.

Crea também acompanha o caso

Em nota, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MG (Crea), esclareceu que os levantamentos iniciais indicaram que a obra está em situação regular.

“O Crea-MG já havia fiscalizado a obra em fevereiro deste ano. Em razão do tombamento da construção, o Conselho fez um levantamento das atividades técnicas desempenhadas na referida obra. Os dados serão analisados pela Câmara Especializada de Engenharia Civil, do Crea-MG, para apuração de indícios de falta ética por parte dos profissionais, conforme previsto no Código de Ética Profissional do Sistema Confea/Crea”, informou o órgão, por meio de nota.

*Estagiária sob supervisão de Sara Lira.