Polícia Civil conclui primeira fase do inquérito que investiga o ataque contra casal de militares em Igarapé

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Instituição identificou o líder do grupo criminoso, responsável por abordar as vítimas

Nesta quarta-feira (8) a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a primeira fase do inquérito que investiga o ataque contra um casal de policiais militares em Igarapé. O crime foi na última segunda-feira (6/1).

Foram delimitadas as participações de cinco suspeitos de integrar uma organização criminosa que pratica furtos em propriedades rurais e que podem responder pelas tentativas de latrocínio cometidas contra o coronel Alex de Melo, de 50 anos, e da cabo Raiana Rodrigues Figueiredo, de 34.

As investigações foram realizadas por policiais civis lotados no Deoesp da PCMG. O inquérito, que foi concluído em três dias, delimitou a função de cada um dos suspeitos.

Segundo o delegado Marcus Vinícius Leite Lobo Vieira, foi possível definir a participação de cada um. Ainda segundo o Coronel, o fato da resposta das forças de segurança ter sido rápida foi essencial. “É de vital importância para a segurança do estado de Minas Gerais. O Estado não aceita crimes covardes dessa natureza. A agressão ali não foi ao coronel ou à cabo, foi ao Estado, que não pode aceitar esta situação”, completou.

Foram três dias de trabalhos incessantes, de acordo com a PCMG. Quatorze depoimentos foram colhidos, entre testemunhas e suspeitos, em dois dias. Peritos do Instituto de Criminalística fizeram perícias na casa dos policiais militares, no local onde o carro foi queimado, no local onde houve o confronto com os policiais militares no dia da prisão dos suspeitos, exames de DNA no sangue das vítimas; exames de impressões digitais no carro e na casa dos militares.

Os médico-legistas do Instituto Médico Legal André Roquette, fizeram a necropsia nos suspeitos mortos durante o confronto com a PM e exames de corpo de delito nos suspeitos presos.

Após delimitar a participação dele no crime, a PCMG fez o pedido de prisão preventiva, que foi decretada na hoje, com auxílio do MP. Outras medidas sigilosas estão em trâmite na comarca de Igarapé.

Nos próximos dias, a PCMG vai juntar as provas periciais ao inquérito e tentar ouvir as vítimas. “Isso tudo depende do estado de saúde da Cabo e do Coronel. Nós acreditamos que tudo dará certo e posteriormente elas prestarão seus esclarecimentos para que possamos definir, com calma e clareza, os indiciamentos”, concluiu.

Assim que concluído, o inquérito será encaminhado à Justiça. Os suspeitos foram levados ao Sistema Prisional.

Estado de saúde

De acordo com informações da PMMG, o coronel Alex já caminha sob ajuda e supervisão de fisioterapeuta. Está consciente de tudo o que aconteceu, do que está acontecendo e das etapas de seu tratamento. Já sai um pouco de voz .

Ainda nesta quinta-feira (9) passará por uma tomografia para certificar que não existe de fato nenhuma sequela neurológica ou algum risco nesta área específica. Por enquanto, a segunda cirurgia ainda não é possível por conta dos edemas/inchaços decorrentes do trauma.

Não havendo risco neurológico, há grande possibilidade de transferência para o Hospital da Polícia Militar (HPM) e a cirurgia ser realizada lá. A equipe técnica do HPM e do HPS estão em constante contato para a melhor decisão.

A situação da cabo Raiana ainda em evolução. Ela está estabilizada e consciente, conforme último boletim. A pressão está normalizada e sem medicação para este controle.

Com informações das Polícias Civil e Militar.