Ministro Barroso pede que PF investigue suposto ataque hacker ao sistema do TSE

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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, durante coletiva de imprensa. Foto: Antonio Augusto/ Ascom/ TSE.

Presidente da corte ainda destacou que o sistema atual é seguro. Situação não interferiu no resultado das eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, solicitou à Polícia Federal (PF) investigue um suposto ataques cibernéticos ao sistema do TSE. De acordo com Barroso, uma equipe de especialistas identificou 486 mil acessos para tentar derrubar o sistema da corte, mas o atentado não interferiu nos resultados das apurações das eleições.

Segundo Barroso, as tentativas de invasão vieram de servidores localizados no Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia. “São milícias digitais e grupos extremistas, inclusive já investigados pelo Supremo Tribunal Federal, que entraram em ação. Já pedi a instauração, pela Polícia Federal, de uma investigação sobre o assunto”, afirmou, em nota divulgada pelo TSE.

Algumas informações pessoais de ex servidores e ex-ministros chegaram a ser vazados na internet durante o domingo. Porém, segundo Barroso, tratam-se de dados antigos, de 2001 a 2010, que foram divulgados em sites agora para tentar tirar a segurança da votação.

O ministro ainda frisou que a centralização da apuração dos votos em um único computador do TSE, garante mais segurança ao processo. Até 2018, os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) apuravam os dados e encaminhavam para o Tribunal Superior. A mudança para as eleições de 2020, foi uma recomendação da Polícia Federal. No último domingo (15) houve um atraso na entrega dos resultados por conta da instabilidade no sistema.

“Quando se têm 27 pontos, em tese, você teria o mesmo número de chances de pontos para atacar. Mas quando você concentra em um ponto e, nesse ponto, se concentram vários requisitos de segurança, como uma sala cofre de segurança, além de vários softwares, gestão e um serviço de vigilância 24 horas por sete dias na semana, se tem uma possibilidade menor de ataques. E como vimos, foram apontadas mais de 480 mil conexões por segundo ao sistema durante a eleição (mais do que o dobro registrado em 2016). Então, foi essa a estratégia e recomendação da PF que possibilitou seguir com o sistema atual”, explicou o secretário de Tecnologia da Informação, Giuseppe Janino.

O ministro Barroso ainda reforçou que as eleições e o sistema digital das eleições funcionaram com efetividade. Segundo ele, o novo sistema é seguro e está respaldado por protocolos de segurança já conhecidos. “Não pretendemos voltar a um sistema anterior; não há nenhuma intenção de ruptura deste modelo, apenas continuidade com aperfeiçoamento do atual”, destacou.

*Com informações do TSE.

Estagiária sob supervisão de Sara Lira.