Ministério Público deflagra operação que investiga crimes de tortura contra presos na penitenciária Nelson Hungria

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Penitenciária Nelson Hungria Foto: Governo de Minas

Quatorze policiais penais estão sendo investigados e 26 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em várias cidades, incluindo Betim

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Touro de Bronze, que investiga crimes de tortura contra presos na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

No total, 26 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na unidade prisional e em endereços residenciais de Betim, Contagem, Belo Horizonte, Ibirité e Ribeirão das Neves, além do presídio de Ibirité e na Fazenda Mato Grosso, em Ribeirão das Neves.

Estão sendo investigados 14 policiais penais, suspeitos de praticarem as torturas em julho de 2020. Porém, as investigações só tiveram início em fevereiro de 2021, após o recebimento de uma denúncia anônima.

O objetivo é apreender celulares, pen drives, livros de registros de ocorrências e outros documentos. A investigação tramita em segredo de Justiça. “Nós trabalhamos para que as investigações sejam corretas e os criminosos presos. Nosso objetivo aqui é investigar o crime de tortura e levantar esses elementos de prova para que isso não se repita mais nas unidades prisionais”, ressaltou o promotor de Justiça, Gabriel Mendonça.

A medida foi determinada pela Vara de Inquéritos Policiais e Violência Doméstica da Comarca de Contagem. A operação é executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Penal, com 92 agentes; com o apoio das polícias Civil, com 28 policiais; e Militar, com 34 militares.

O nome da operação faz alusão a instrumento de tortura construído na região da Sicília, na Itália, no século VI a.C, e utilizado para promover a morte de criminosos.