Nostalgia e modernidade andam lado a lado em Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

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O gênero de RPG é um dos mais antigos nos videogames é o que nos trouxe para grandes jogos como Final Fantasy, Chrono Trigger e Dragon Quest, com uma fórmula muito bem definida onde tínhamos uma história densa com diversos personagens. É uma jogabilidade baseada em turnos, sendo quando o jogador faz uma ação e espera a vez do computador executar outra ação, esta fórmula fez muito sucesso desde o nintendinho até os anos 2000 com o lançamento do Playstation 2 e acabou ficando conhecido pelo nome de JRPG ou seja, RPG feito no Japão. Mas com o crescimento dos videogames no ocidente, também começaram a aparecerem RPGs ocidentais, onde não se tinha a mesma jogabilidade do japoneses que com o tempo começou se desgastar e ficar repetitiva, com isso vieram grandes nomes como: The Elders Scrolls, Fallout, Mass effect e um dos maiores ultimamente a série The Witcher. Por conta disso os JRPGs ficaram um pouco esquecidos e tiveram que começar a se reinventar, trazendo novas mecânicas para tentarem agradar a todos os públicos.

Já tivemos bons RPGs japoneses que se reinventaram como os novos Final Fantasy por exemplo, trazendo ótimos gráficos e uma jogabilidade mais dinâmica. Essa mudança divide os fãs mais antigos que se sentem órfãos daqueles velhos sistemas.

Mas para a alegria destes fãs mais fervorosos pelo antigos JRPGs chegou às lojas ocidentais no dia 4 de Setembro o jogo Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age, como o nome já diz o décimo primeiro jogo da franquia Dragon Quest. E que diferente das outras franquias japonesas este jogo mantém firme as raízes, trazendo uma história rica em detalhes e personagem carismáticos, e o melhor, o antigo sistema de batalha por turnos, mas não se engane pelo fato de manter estas coisas antigas, Dragon Quest XI aprendeu muito com o tempo e também soube se adaptar bem para o ocidente eliminando encontros aleatórios e acrescentando dublagem aos personagens, diferente de como é este jogo no Japão onde os diálogos são somente por textos.

Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age, conta a história de um jovem que nasceu com uma marca em sua mão esquerda, e esta é a marca do grande salvador do mundo chamado Luminário que traz o poder da luz para acabar com mal no planeta, que também voltou a aparecer com o seu nascimento. Com esta pequena sinopse pode parecer tudo muito clichê. Mas o diferencial deste jogo está naquilo que foi falado no começo destes artigo, sua mecânica da velha guarda, a muito tempo não temos um RPG nos moldes clássicos mesmo, com batalhas em turnos, equipe definida por guerreiros, magos e ladrões, onde temos que formar a nossa equipe no decorrer da história e que vai ficar pronta depois de umas 20 horas de jogo, sendo aí que o jogo começa de verdade, aparecendo inimigos mais poderoso e o enredo vai ficando mais denso. E não podemos esquecer de um dos maiores chamarizes da série toda de Dragon Quest, os designers de personagens, que são feitos pelo mestre Akira Toriyama criador da série de enorme sucesso no mundo todo Dragon Ball, chega a ser impressionante o nível de carisma que tem todos os personagens do game, desde um ancião em uma vila até os monstros inimigos, indo dos mais variados tipos como zumbis e dragões.

Com isso tudo somado, Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age é um deleite para os fãs dos RPGs clássicos e uma grande pedida para quem quer conhecer este gênero também, os criadores conseguiram equilibrar bem as doses que fizeram o gênero ficar cansativo e nos trouxe uma ótima experiência para quem procura boa história, visual incrível e mais de 50 horas de diversão, este jogo é mais do que indicado a todos os amantes de videogames.

O jogo está disponível para PC e Playstation 4

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