Crônica: Retrospectiva e Projeções

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Devemos olhar para o hoje, o agora. Viver neste momento, pois o passado estará guardado nas memórias, nas boas lembranças e nos instantes que trouxeram lições.

Mas o que dizer do ano de 2019? Foi inesquecível? Ou é para ser esquecido? De qualquer maneira, acredito que foi um período marcante, em diferentes perspectivas.

Com foco no futuro, na energia que uma virada de ano atrai, fiquei pensando numa retrospectiva dos fatos que me ocorreram, para que o aprendizado se tornasse sabedoria.
Normalmente, anos ímpares mexem comigo. Viram-me do avesso a partir dos detalhes mais cotidianos às complexidades que serão debatidas na terapia.

Por exemplo, em 2019, mudei o visual do cabelo umas três vezes. Cortes mais ousados segundo o meu perfil que é fazer o mesmo pedido ao barbeiro; mudei um hábito ruim que me acompanhava desde a infância: parei de “cortar” as unhas com os dentes; dormi mais; diminuí o uso do celular e das redes sociais; tentei ser o mais ecológico possível. Pequenos hábitos que me revelaram outro jeito de se viver.

Afinal, também enfrentei sustos de “pirar a cabeça”. Uma leve depressão, um ataque de pânico, um AVC. Doenças que acenderam o alerta para que mudanças fossem feitas com a ajuda das experiências terapêuticas.

Saio de 2019 aliviado e renovado. Namorei e terminei o relacionamento de quase cinco anos. Maratonei várias séries, para chorar e sorrir com as histórias como uma catarse da vida real. Fui ao show da Dido – cantora da minha adolescência – e  coloquei novas músicas no meu repertório eclético, conhecendo artistas do pop francês e alemão.

Fui a uma ópera em Bregenz, numa viagem impactante em que dormi na Alemanha, acordei na Áustria e tomei café admirando os Alpes Suíços. Conheci Lyon, para sentir e respirar o berço do cinema.

Apaixonei-me por Aracaju. Comecei uma nova etapa profissional, atuando como Terapeuta Transpessoal. Fiz novos amigos. Não li os livros da lista de 2019, mas me envolvi com outras obras, de autores que desconhecia.

Ressignifiquei a relação que tive com meu pai, morto em 1998, para um sentimento mais amoroso e positivo. O que foi muito libertador para inúmeras questões íntimas. No currículo, novos cursos. Como professor, a certeza da paixão pelo ensino. Como jornalista, um passo além do que estou noticiando.

Com a ajuda da youtuber Fabi Santina (no instagram @fabisantina), que fez uma lista de desejos para 2020, divido contigo o que eu quero para o ano novo: mudar o visual, fazer uma tatuagem, mudar um hábito ruim (e intensificar hábitos bons como a meditação, a respiração, a leitura), namorar, fazer novos amigos (e sair mais com os amigos maravilhosos que tenho).

começar uma nova rotina (fazer alguma atividade física, por exemplo, e tomar café da manhã na mesa e calmamente), colocar as séries atrasadas em dia, ir a vários shows, economizar, viajar muito e muito mais, principalmente, para a Austrália, o Egito e o Japão, cuidar mais de mim, superar uns medos, aprender coisas novas (talvez tirar carteira de
habilitação e, certamente, fazer um curso de mergulho).

Quero também mudar de casa, ter mais suculentas e orquídeas para cuidar, visitar mais minha família, aprofundar-me nos estudos da Psicologia, escrever outros livros (um em 2020 e outro para 2021) e realizar um sonho de infância, que está
adormecido há muitos anos.

Pode parecer uma lista enorme, no entanto, o ano só está começando, não é mesmo? E assim sigo acreditando nas melhores possibilidades do que virá. O que passou, é lição. O futuro, nós podemos fazer diferente.

Por isso, também quero que você tenha luz e na paz na sua vida, para que realize todos os seus desejos.

Juliano Azevedo
Jornalista, Professor, Terapeuta Transpessoal.
Mestre em Estudos Culturais Contemporâneos
www.blogdojuliano.com.br
E-mail: julianoazevedo@gmail.com / Instagram: @julianoazevedo