Chuva em Betim dá trégua, mas Defesa Civil continua atendendo chamados

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Foto: Defesa Civil de Betim - Divulgação PMB

Desde a última sexta-feira (13), total de chamados chega 1.448 

As chuvas intensas em Betim deram uma trégua, mas a Superintendência de Defesa Civil do município continua atendendo chamados e registrando graves ocorrências, desde a última sexta-feira (7). Até às 10h desta quinta-feira (13),  o total chega a 1.448 chamados decorrentes das fortes chuvas que atingem toda a região metropolitana de Belo Horizonte.

Os bairros Citrolândia, Nossa Senhora de Fátima e Teresópolis são os que concentram maior número de ocorrências graves. O rio Betim e a represa Vargem das Flores – cuja gestão é de responsabilidade da Copasa –  também verteram, o que provocou danos em outras regiões, como Norte e Centro – atingindo os bairros Vila das Flores e Nossa Senhora de Fátima.

As equipes técnicas da prefeitura foram acionadas em razão de alagamentos, deslizamentos, desmoronamentos, obstrução de vias e atendimentos às famílias afetadas. Dados da Superintendência de Defesa Civil apontam que, até esta quinta-feira (13), 9.251 pessoas precisaram ser desalojadas de suas casas e levadas para casas de parentes ou amigos. Até o momento, 304 pessoas foram acolhidas em oito abrigos disponibilizados pelo município.

A Prefeitura de Betim segue com a campanha para auxiliar as famílias que tiveram que deixar seus imóveis em consequência das fortes chuvas que atingem a cidade. O objetivo é arrecadar itens como alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, materiais de limpeza e utensílios domésticos.

Veja a matéria abaixo e saiba como fazer sua doação: 

Solidariedade: saiba como ajudar atingidos pelas chuvas em Betim

Saúde
As equipes da Secretaria Municipal de Saúde estão percorrendo os abrigos disponibilizados pelo município para orientar os acolhidos sobre os cuidados com a saúde. Durante as visitas aos locais, os profissionais da Saúde avaliam o quadro clínico das pessoas abrigadas, renovam receitas médicas perdidas, verificam a situação vacinal e orientam sobre doenças que podem surgir em razão do contato com águas de enchentes. Já a equipe da Vigilância Sanitária norteia sobre os cuidados de higiene e com a manipulação de alimentos. Ela realiza, também, a avaliação da potabilidade da água utilizada nos abrigos.

O vacimóvel também faz parte dos trabalhos. Ele fornece imunizantes contra a covid-19, hepatite A e outras vacinas do calendário vacinal. Os profissionais avaliam o cartão de vacinação dos abrigados e/ou o registro deles no sistema integrado do SUS para aplicar as vacinas que forem necessárias.

As equipes das 37 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município estão orientadas para receber a população atingida pelas enchentes. Além de acompanhar os casos de adoecimento, as unidades estão ofertando a vacina contra a Hepatite A para quem teve contato com águas contaminadas. Se necessário, após avaliação da situação vacinal, as pessoas deverão ser vacinadas contra tétano e difteria.

Os usuários que perderam receitas médicas e medicamentos nos alagamentos poderão procurar a UBS de referência para que um profissional, após a avaliação do prontuário, emita uma nova receita para a retirada do medicamento na farmácia.