Campanha antirrábica começa no dia 19 de outubro em Betim

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Vacinação antirrábica. Foto: Agência Brasil/ Divulgação.

Meta é imunizar cerca de 36 mil cães e gatos na cidade

A Campanha de Vacinação Antirrábica será realizada em Betim, de 19 de outubro a 13 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em postos de vacinação distribuídos em todas as regionais administrativas do município.

Devido à pandemia de Covid-19, em alguns bairros das regionais Alterosas e Imbiruçu, a campanha será realizada em período diferenciado, para evitar aglomerações. É necessário que a população esteja atenta ao cronograma da campanha para buscar atendimento somente nos dias e locais estabelecidos.

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Devem ser vacinados cães e gatos, a partir de três meses de vida. Cadelas e gatas prenhas, ou amamentando, também podem ser vacinadas. O objetivo da campanha é proteger os animais e também os donos, pois o vírus da raiva pode ser transmitido para os humanos. A raiva é uma doença extremamente perigosa e há raríssimos casos de cura. Por isso, é muito importante preveni-la com a vacinação. Neste ano, a meta é imunizar cerca de 36 mil cães e gatos residentes no município de Betim.

Cães e gatos debilitados e doentes não devem receber a vacina. Os animais que estiverem doentes ou em tratamento devem procurar atendimento médico veterinário particular para avaliação minuciosa do quadro. É indicado aguardar a plena recuperação do animal para a vacinação. O Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) manterá um posto fixo de vacinação para atender a esses casos, enquanto houver doses de vacina.

Neste ano, o formato da campanha foi reformulado para atender a todos sem que haja risco de transmissão do novo coronavírus. De acordo com o CCZE, todas as medidas sanitárias de proteção e segurança serão adotadas nos postos de vacinação para evitar contaminações.

Recomenda-se que a população siga a programação dos postos de vacinação que funcionarão em cada região, nos dias e horários estabelecidos, para evitar o trânsito desnecessário para outras regiões e possíveis aglomerações.

A doença

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura ou lambedura desses animais.

São casos suspeitos de raiva cães e gatos que apresentarem sintomas nervosos ou que indiquem alterações de comportamento como o aparecimento repentino de agressividade no animal, salivação excessiva e paralisia.

Nos cães, além da mudança de comportamento, um animal feliz e brincalhão pode se tornar quieto, recatado e cansado, se esconder em locais escuros, apresentar uma agitação inusitada em espaços curtos de tempo e maior desobediência, além de comerem coisas incomuns como madeira. Logo após, torna-se mais agressivo, tentando morder tudo e todos, podendo também se autoatacar, provocando graves ferimentos.

Nos gatos, também há mudança de comportamento, destacando-se a agressividade. Além disso, podem ser notadas falta de apetite, hidrofobia, fotofobia, dilatação das pupilas, salivação espessa e excessiva. Gatos com raiva também adquirem o hábito de dar mordidas no ar.

Em casos suspeitos de cães e gatos domésticos, a equipe do CCZE pode ser acionada pelo telefone 3594-5424 e fará a observação do animal na residência. Em casos suspeitos de animais de rua, a equipe do CCZE faz o recolhimento do animal para observação clínica na sede da unidade.

Humanos que sofrerem agressão de animais de rua ou domésticos devem procurar rapidamente o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para medidas de prevenção para não desenvolver a doença, que é 100% letal.